Conheça a história da Harpa Cristã - O hinário oficial das Assembleias de Deus
A primeira edição foi lançada na cidade de Recife, em 1922
Eusébio de Cesaréia (260-340) é
considerado, com justa razão, o pai da História da Igreja Cristã. O que
poucos estudiosos sabem é que ele foi também um grande apreciador da
verdadeira música sacra. Embora vivesse num período em que esta apenas
ensaiava seus primeiros passos, pôde Eusébio externar-se muito
emocionado:
"Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo. Porque mais
agradável e caro a Deus do que qualquer instrumento é a harmonia da
totalidade do povo cristão. Nessa cítara é a totalidade do corpo, por
cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus, e nosso
salteio de dez cordas é a veneração do Espírito Santo pelos cinco
sentidos do corpo e as cinco virtudes do espírito".
I. O que é a Harpa Cristã
A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil.
Ela foi especialmente organizada com o objetivo de enlevar o cântico
congregacional e proporcionar o louvor a Deus nas diversas liturgias da
igreja: culto público, santa ceia, batismo, casamento, apresentação de
crianças, funeral, etc.
A sua primeira finalidade é transformar nossas igrejas e congregações
em comunidades de perfeita adoração ao Único e Verdadeiro Deus. Não pode
haver igreja sem louvor.
II. O início do cântico congregacional da Assembleia de Deus no Brasil
Em seus primórdios, a Assembleia de Deus usava os Salmos e Hinos , que
também era utilizado por diversas igrejas evangélicas históricas. Mas em
virtude de nossas peculiaridades doutrinárias, os pioneiros sentiram a
necessidade de um hinário que também enfocasse as doutrinas
pentecostais.
III. O cantor pentecostal
Em virtude dessa premência, foi lançado em 1921, o Cantor Pentecostal.
Impresso pela tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de
Almeida Sobrinho, tinha o pequeno hinário 44 hinos e 10 corinhos.
O Cantor Pentecostal foi distribuído pela Assembleia de Deus de Belém
do Pará que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de
janeiro, nº 75.
IV. O surgimento da Harpa Cristã
Em 1922, foi lançada em Recife (PE) a primeira edição da Harpa Cristã,
que viria a se tornar no hinário oficial das Assembleias de Deus. Sob a
orientação editorial do Pastor Adriano Nobre, teve uma tiragem inicial de mil exemplares e foi distribuída para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nyström.
VI. A Harpa Cristã com letra e música
Em 1937, a Convenção Geral das Assembleias de Deus, reunida em São
Paulo, nomeou uma comissão para editar e imprimir a primeira Harpa
Cristã com música. Desta comissão faziam parte: Emílio Conde, Samuel
Nyström, Paulo Leivas Macalão, João Sorhein e Nils Kastiberg. Neste
empreendimento também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito.
VII. A Harpa Cristã com 524 hinos
Com o passar dos tempos, outros hinos foram sendo acrescentados até que
o nosso hinário oficial atingisse 524 hinos. Número esse que, durante
várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã.
Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido
revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao
cântico congregacional.
VIII. A Harpa Cristã atualizada
Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da
Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da
Assembleia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre, naquele ano, nomeou
uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da
Harpa Cristã.
A comissão era formada pelos seguintes Pastores: Paulo Leivas Macalão,
Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto e João
Pereira. Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e
consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos
contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e
adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.
Conclusão
A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembleias de Deus com 640
hinos que são entoados nos cultos congregacionais. A primeira versão
conhecida com letra e música data de 1929 com originais manuscritos e
copiada em processo mimeográfico.
Em 1941, teve sua primeira edição impressa, tendo participado deste
trabalho os irmãos Samuel Nyström, Paulo Macalão, Jahn Sorheim e Nils
Katsberg.
Em Janeiro de 1999, a CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus -
publicou a Harpa Cristã Revisada e Ampliada com 640 hinos.
Rogamos a Deus, pois, para que a Harpa Cristã continue a levar o
Evangelho de Cristo e o avivamento a todos os cantos de nosso país.
Cantando também se evangeliza. Cantando também se promove o avivamento.
Não foi o que fizeram nossos pioneiros?
PS : Existem hoje, no Brasil, diversas denominações evangélicas, de
cunho pentecostal, que utilizam o nosso hinário. Essas igrejas, muitas
delas neo-pentecostais, tem encontrado em nosso cancioneiro não somente a
melodia, mas também a mensagem que faz a diferença no mundo espiritual.
Abaixo, os diversos modelos de Harpa Cristã, editadas pela Casa
Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil - CPAD. Organizada com
objetivo de elevar o cântico congregacional e proporcionar um melhor
louvor a Deus, a Harpa Cristã, com um total de 640 hinos, representa
mais um avanço que auxiliará na divulgação do evangelho através do
louvor a Deus. Além das Harpa Cristã , edições variadas, há também as
publicadas junto com as diversas Bíblias, de cores e tamanho variados,
agradando a todas as faixas etárias de nossas igrejas.
Harpa Cristã com Música Mi Bemol
Esta Harpa é para instrumentos de sopro que são do tom de Mi bemol:
Requinta, Sax Alto, Tuba, Clarone Alto, Sax Horn, Genis, Sax Barítono.
Da mesma forma que a Harpa em Si Bemol, esta Harpa só tem a clave de
Sol, com duas notas somente, a primeira nota é a melodia do hino, a
segunda seria a segunda voz do hino, no caso, a voz do contralto. Nesta
Harpa, não possui a letra dos hinos e nem Cifras.
Harpa Cristã com Música Si Bemol (Bb)
Esta harpa é para instrumentos de sopro que são do tom de Si Bemol:
Trompete, Clarinete, Sax Tenor, Sax Soprano, Barítono, Tuba. Nesta harpa
só tem a clave de Sol, com duas notas somente, a primeira nota é a
melodia do hino, a segunda seria a segunda voz do hino, no caso, a voz
do contralto. Nesta Harpa, não possui a letra dos hinos e nem Cifras.
Texto extraído do Manual da Harpa Cristã, edições CPAD, 1ª edição, 1999, pgs. 11/16.
Harpa Cristã para download :
http://www.4shared.com/office/PtFjeU2n/harpa_cifrada_simplificada_1_-.html
http://www.4shared.com/office/dCDXnh3M/harpa_cifrada_simplificada_51_.html
http://www.4shared.com/office/DK4PXY3w/harpa_cifrada_simplificada_101.html
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
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História do Saxofone
Eduardo Cassim
O saxofone foi inventado por Antoine-Joseph (Adolph) Sax. Ele nasceu em Dinant, uma cidade no vale de Meuve na Bélgica, no dia 6 de novembro de 1814. Charles-Joseph Sax, o pai dele, era um carpinteiro que construiu uma fábrica para instrumentos de sopro de madeira e instrumentos de metal. Do pai ele herdou a técnica e criatividade para o comércio. Pouco se sabe sobre sua mãe, exceto que ela vivia muito ocupada cuidando dos onze filhos.
Adolph começou sua educação formal na Royal School of Singing (Bruxelas); lá ele também estudou flauta e clarinete. Dizem que se Sax não tivesse entrado nos negócios da família ele teria feito uma boa carreira como clarinetista profissional.
Charles concentrou suas energias na sua fábrica de instrumentos para ir ganhando a vida, enquanto Adolph ia experimentando novos designs com a finalidade de criar novos instrumentos. Sax termina, em 1834, o aperfeiçoamento do clarinete-baixo (clarone); talvez daí viesse a idéia de fabricar um novo instrumento, pois o formato do clarone e o do saxofone são bem semelhantes, com a diferença de que o corpo do clarone é mais alongado e feito de madeira e, principalmente, por pertencer à família do clarinete; mas o primeiro saxofone nasceu quando Sax adaptou uma palheta de um clarinete ao bocal de um oficlide (um predecessor da tuba, só que em forma de "U", como o fagote). O resultado foi um saxofone-baixo; a partir deste, Sax criou o restante da família. O Saxofone é um dos poucos instrumentos que foram "inventados".
Historiadores estão de acordo que Adolph Sax projetou e construiu o saxofone por volta de 1840. O esboço básico deste instrumento nunca mudou, embora muitos aperfeiçoamentos tenham sido feitos. Dessa incrível habilidade criativa nasceram o Sax Horn (uma espécie de tuba) e os saxofones.
Quando Adolph completou 25 anos, ele foi atraído pelo encanto de Paris, e se mudou para lá. Enquanto estava em Paris, ele conheceu muitos músicos notáveis inclusive Meyerbeer e Berlioz. Contudo ele foi obrigado a se mudar para Bruxelas por razões econômicas.
Depois de um período de tragédia familiar onde o Charles viu oito dos seus filhos morrerem, pai e filho se dedicaram exclusivamente ao trabalho, entorpecendo a dor da perda. Porém, a viagem a Paris teve um efeito duradouro em Adolphe e ele não pôde esperar pela oportunidade de voltar. Ele recebeu várias ofertas de trabalho que ele aceitou alguns em Londres e St. Petersburgo. Finalmente, ele foi atraído para voltar a Paris pela oferta de trabalho para o Serviço Militar francês.
Quase imediatamente depois da chegada dele em Paris, Sax começou a trabalhar na sua família de cornetas teclada. Tendo concebido o saxofone como um instrumento que combinaria os instrumentos de madeira com os de metal, pela produção de um som que descreveria propriedades de ambos, Sax submeteu-o a teste (o primeiro em conjunto) com as bandas militares francesas. A aceitação foi imediata. Em 12 de julho do mesmo ano, Sax é entrevistado por seu amigo Hector Berlioz, compositor e escritor do artigo, na "Paris Magazine" (jornal de debates), descrevendo sua nova invenção: o SAXOFONE: "Melhor que qualquer outro instrumento, o saxofone é capaz de modificar seu som a fim de lhe dar as qualidades convenientes, e de lhe conservar a igualdade perfeita em toda sua extensão. Eu o fiz em cobre, e em forma de cone parabólico. O saxofone tem boquilha com palheta simples como embocadura, uma digitação próxima à da flauta e à do clarinete, e podemos, se quisermos, colocar-lhe todas as digitações possíveis", diz Sax.
Em 1844, o saxofone é exibido pela primeira vez na "Paris Industrial Exibicion" e, no dia 3 de fevereiro do mesmo ano, Hector Berlioz esboça o arranjo do coral Chant Sacre , no qual inclui o saxofone.
"Nenhum instrumento que conheço possui essa estranha sonoridade situada no limite do silêncio", afirma H. Berlioz.
Ainda em dezembro desse ano , é apresentada a primeira obra original para saxofone, inserido na orquestra de George Kastner, "Opera Laster King of Judá" ("O Último Rei de Judá"), no Conservatório de Paris. Em 1845, Sax tirando vantagem da situação de que a banda de infantaria francesa possuía uma falta de qualidade, ele recomendou ao Ministro de Guerra que uma competição fosse feita entre uma faixa com instrumentos tradicionais e uma com os seus instrumentos. Ele refaz a Banda Militar, substituindo o oboé, fagote e trompas francesas por instrumento de sua invenção: saxofones, saxhorns em Bb e Eb, produzindo maior homogeneidade sonora; essa idéia foi um sucesso, e a faixa de sax subjugou a audiência. Dali em diante os saxes foram adotados na música militar francesa.
O saxhorn é uma espécie de instrumento de sopro feito de latão com embocadura de bocal e pistões que compreende o sopranino, soprano, contralto, barítono, baixo, contra-baixo (tuba), que funciona de forma análoga às tubas wagnerianas e às trompas de pistões. O seu formato é também muito semelhante ao das tubas empregadas por Wagner na "Tetralogia".
A tuba, que é um saxhorn baixo, munido de 4 ou até 5 pistões, constitui o único instrumento da família dos saxhorns em uso constante na orquestra sinfônica; os demais se restringem às bandas sinfônicas, militares e musicais no caso dos barítonos e contraltos.
O saxofone foi patenteado em 1846 incluindo 14 variações: Sopranino em Eb, Sopranino em F, Soprano em Bb, Soprano em C, Alto em Eb, Contralto em F, Tenor em Bb, Tenor em C, Barítono em Eb, Barítono em F, Baixo em Bb, Baixo em C, Contra-baixo em Eb e Contra-baixo em F.
Em 1858, Sax torna-se professor do Conservatório de Paris, onde começou a lecionar e propagar os ensinamentos do instrumento. O primeiro método para saxofone também foi atribuído a George Kastner (1846), e depois vieram os métodos de Hyacinthe Klosé (“Método Elementar Alto e Tenor” - 1877; “Barítono e Soprano” - 1879 e 1881).
Porém, Sax nunca ficou rico. Devido ao seu sucesso, os concorrentes, de olho nos lucros, lançaram uma tremenda campanha contra ele. Entre outros golpes, acusaram-no de ter roubado a idéia do saxofone, subornaram músicos para boicotar os seus instrumentos e fizeram com que os compositores deixassem o sax à margem das salas de concerto. Adolph sobreviveu aos ataques até que, em 1870, sua patente expirou e qualquer um pôde fazer saxofones. Sua fábrica então faliu. Duas vezes ele declarou bancarrota em 1856 e 1873. Muitos processos foram movidos contra ele e passou grande parte da sua vida em batalhas judiciais, gastando assim todo o seu dinheiro. Aos oitenta anos de idade e falido, três compositores se sensibilizaram (Emmanuel Chabrier, Jules Massenet e Camile São-Saens) e solicitaram ao Ministro francês de belas artes que lhe ajudasse. Uma pequena pensão foi dada, a qual lhe garantiu uma ajuda nos seus últimos anos de vida.
Antonie Joseph, conhecido como Adolphe Sax, morreu no dia 4 de Fevereiro de 1894 com 80 anos de idade.
Os saxofones:
Sopranino,
Soprano,
Alto,
“C” Melody,
Tenor,
Barítono,
Baixo e
Contrabaixo.
Metodos de sax Para iniciantes e profissionais:
http://www.4shared.com/office/V6m-4V2P/68513365-Sax-Tavola-Delle-Posi.html
http://www.4shared.com/office/2KjWNvHf/digitao_-_saxofone_-_quadro_de.html
http://www.4shared.com/office/M0YdQkww/SAXOFONE_-_MTODO_-_Ivan_Meyer_.html
http://www.4shared.com/office/Mkva1Ugz/SAXOFONE-METODO-Amadeu-Russo.html
http://www.4shared.com/office/sdX2rweq/Kenny-G-Easy-Solos-for-Saxopho.html
sexta-feira, 11 de maio de 2012

Recomeçar
Mesmo que o hoje te dê um não, lembre-se que há um amanhã melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos traçar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confiança e felicidade, é a base para se recomeçar.
Um recomeço, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que será prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, já que o amanhã é mistério? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e ações, e concluir, que tudo aquilo que você viveu marcou, porém não foi suficiente pra que continuasse.
As lembranças passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto, antes de nascermos ele está em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um começo, com o tempo através das escolhas vamos escrevendo-o página por página, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obstáculos onde indicarão a melhor hora pra recomeçar, nos últimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no coração daqueles, que sempre farão parte de nossa historia, onde quer que estejam.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
Carlos Drummond de AndradeMesmo que o hoje te dê um não, lembre-se que há um amanhã melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos traçar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confiança e felicidade, é a base para se recomeçar.
Um recomeço, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que será prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, já que o amanhã é mistério? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e ações, e concluir, que tudo aquilo que você viveu marcou, porém não foi suficiente pra que continuasse.
As lembranças passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto, antes de nascermos ele está em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um começo, com o tempo através das escolhas vamos escrevendo-o página por página, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obstáculos onde indicarão a melhor hora pra recomeçar, nos últimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no coração daqueles, que sempre farão parte de nossa historia, onde quer que estejam.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
domingo, 29 de abril de 2012
"O violino é um instrumento de quatro cordas,mi, lá, ré, sol - do naipe das Cordas Friccionadas, que seria corresponde ao Soprano da voz humana. O timbre do violino é agudo, brilhante e estridente, mas, dependendo do encordoamento utilizado, pode-se produzir timbres mais aveludados e mornos. Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla. Depois do maestro, ele é o comandante da orquestra."
Afinador online do Cifra Club
http://www.cifraclub.com.br/afinador/
Métodos:
http://www.4shared.com/get/bDIAM_MX/Teoria_da_musica_-_Bohumil_4_e.html
http://www.4shared.com/get/wVHhg8ra/Metodo_para_Violino.html
http://www.4shared.com/office/NOQRwxgH/Mtod_de_violino_-_Nvel_Interme.html
http://www.4shared.com/office/LVFoLa_0/Apostila_Violino_para_alunos_i.html
sexta-feira, 20 de abril de 2012
A flauta é um dos instrumentos mais antigos, sendo utilizada desde a pré-história. Seu som é doce e suave, e é muito ágil.A
flauta transversal, como a conhecemos hoje (ou "flauta de concerto"),
data de 1871, a partir de um aperfeiçoamento feito pelo flautista e
pesquisador Theobald Boehm (1794-1881).
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Escola livre de Musica Arte & Som
Um sonho que o Senhor me Deu em 2002.
Nosso objetivo é
fornecer um ensino de qualidade, de fundamentos musicais sólidos que
forme um aluno preparado para lidar com a música e o mundo
contemporâneo, estimulando a sensibilidade, a imaginação, promovendo a
apreciação, a consciência musical e o pensamento crítico.
Para
isso desenvolvemos matérias interdisciplinares e um plano pedagógico
para promover uma maior integração entre as aulas e fornecer para os
alunos um conhecimento musical mais aprofundado e interessante. Além
disso, buscamos oferecer os recursos para o despontar valores como a
disciplina, a diligência e a benevolência.
Estimulando
o contato com a música de nosso tempo e relacionando-a com as técnicas
consagradas, pretendemos criar um contraponto tanto crítico quanto
instigante. Neste sentido, valorizando os compositores brasileiros e as
práticas contemporâneas, acreditamos que nossas ações pedagógicas
provoquem ressonâncias que vão para além dos limites da escola.
Eduardo Cassim
Material de estudo grátis Encontre aqui!
Ficha de inscrição escolar:
terça-feira, 27 de março de 2012
Breve storia della musica Cristiana
1. I Salmi
Come
tutti noi sappiamo, i Salmi costituiscono uno dei libri della Bibbia
dell’Antico Testamento: molti di essi erano gli inni del popolo ebreo.
Scopo di questo articolo è quello di descrivere brevemente quali erano
le caratteristiche tecniche mediante le quali questi inni venivano
composti e come essi venivano eseguiti dai cantori del tempo.
In
generale i canti citati dalla Bibbia erano accompagnati da strumenti e
talvolta da danze, mediante i quali il popolo di Dio esprimeva in
maniera corale i propri sentimenti di giubilo o tristezza.
La
musica ebraica vide il maggiore splendore durante il periodo dei re
(XI-X sec. a.C.). Davide era un abile arpista e proprio lui si dedicò
alla composizione di molti salmi. Dopo di lui Salomone organizzò
professionalmente il servizio dei cantori nel tempio di Gerusalemme.
Gli strumenti più usati dai musicisti ebrei furono il kinnor (strumento a 10 corde pizzicate), l’ugab (zampogna o flauto diritto), lo sciofar (corno di capra, antenato dello strumento tuttora di uso rituale nelle sinagoghe).
All’inizio
del Novecento un musicologo lettone, Abramo Idelsohn registrò e
trascrisse i canti di alcune tribù ebraiche stanziate nello Yemen e in
Palestina, le quali nel corso dei secoli avevano conservato il
patrimonio di canti ereditati dal passato.
Questo
fu il primo contributo scientifico allo studio della musica degli
ebrei che in seguito venne incrementato da quello di altri musicologi
interessati a questo tema.
Le caratteristiche principali con cui venivano eseguite i salmi erano due: la cantillazione,
uno stile di recitazione intonata, regolata dal ritmo scandito dalle
parole stesse di cui erano composti i testi sacri, la quale si muove su
poche note di altezza vicina (es: DO-RE-MI-RE etc..); e il jubilus, vocalizzo, a volte molto esteso che si estende sulle sillabe di alcune parole rituali (es: ALLELUUUUIA).
Nel
culto ebraico occupava un ampio spazio l’esecuzione dei salmi, guidata
da un cantore- solista il quale era posto a capo dell’assemblea dei
fedeli; questi ultimi erano coinvolti a partecipare alla lode in varie
maniere (ripetizione di versetti; risposta con formule fisse o
variate).
Quest’ultima
caratteristica che consiste nella alternanza delle frasi tra il
solista e l’assemblea troverà ampio spazio anche nella Chiesa Primitiva
(cioè nella chiesa che si sviluppa nei secoli successiva alla venuta
di Gesù) e prenderà il nome di salmodia responsoriale .
E’
semplice osservare come ciò sia intrinseco nella natura stessa dei
salmi; ad esempio basta osservare i primi versi del salmo 36:
verso 1: la parte che veniva cantata dal solista era: L’iniquità parla all’empio nell’intimo del suo cuore; mentre quella cantata dal resto dell’assemblea era: non c’è timor di Dio davanti agli occhi suoi.
Ma ciò è ancor più evidente nel verso 2 dello stesso salmo dove troviamo la prima parte: “Essa lo illude che la sua empietà non sarà scoperta” e la seconda: “né presa in odio” separate anche dal punto di vista grafico sebbene facciano parte dello stesso periodo sintattico.
Ciò avviene poiché generalmente i salmi sono suddivisibili in due emistìchi
cioè in due semiversi, e la funzione di questo fatto era proprio
quella di poter cantare i versi in alternanza tra più parti cantanti.
Come
ho detto prima questa caratteristica esecutiva propria della natura
degli stessi testi che costituiscono i salmi venne mantenuta per
diversi secoli nella chiesa e proprio per questo si ritiene che dal
punto di vista musicale, il canto cristiano abbia matrice ebraica.
Infatti uno degli stili più importanti della musica cristiana del ‘500, cioè del I° millennio d.C., il cosiddetto Canto Gregoriano vede proprio nella lettura e intonazione dei Salmi una delle parti centrale del culto al Signore.
Al
giorno d’oggi i nostri canti sono molto diversi dai salmi, in quanto
quelli che noi usualmente cantiamo nelle nostre comunità provengono da
periodi storici e tradizioni molto più vicine a noi, anche se penso
che sia in ogni caso una cosa buona riconoscere il grande patrimonio
spirituale ed artistico che i Salmi costituiscono ed hanno costituito
da sempre nel popolo di Dio.
Voglio
concludere dicendo che è importante non sottovalutare il canto durante
le riunioni dedicate al Signore poiché esso è uno strumento molto
importante per dare lode a Dio e per l’edificazione del credente.
2. Lutero e la riforma
Durante
i primi mille dopo la nascita di Cristo vi furono nella storia
dell’Occidente degli eventi molto importanti che condizionarono la
nostra civiltà; mi riferisco all’espansione ed alla successiva
decadenza dell’impero romano, l’invasione delle popolazioni germaniche,
il primato dell’impero carolingio etc…
Paradossalmente,
in questo periodo, la storia della musica fu invece povera di vicende e
di accadimenti. La musica cristiana primitiva si ispirava agli
elementi caratteristici del culto giudaico: la cantillazione, il
jubilus, l’esecuzione dei salmi. Nella sua irradiazione tra i popoli
del Mediterraneo, il culto cristiano venne a contatto con le usanze
musicali delle diverse etnie, ed in parte ne fu influenzato e le
assorbì. Si spiega in questa maniera la formazione di quell’insieme di
repertori locali, differenti da regione a regione, che vennero poi
unificati e menzionati con il termine canto gregoriano dal nome del papa Gregorio I Magno). Il
repertorio gregoriano era molto complesso ed articolato. Tra l’altro,
considerato il fatto che esso veniva tramandato oralmente, occorreva
un gruppo di cantori capaci di memorizzarne le melodie e di eseguirle.
Proprio per questa necessità nacque la Schola cantorum, nella
quale i cantori apprendevano i brani. Il compito di questi cantori
però continuava ad essere molto oneroso. Le testimonianze storiche
affermano che ci voleva all’incirca una decina di anni di studio per
memorizzare con precisione tutto il vasto repertorio. Proprio queste
difficoltà di ordine pratico indussero un monaco benedettino Guido d’Arezzo
( 995 ca. – 1050 ) a teorizzare un sistema di notazione universale
che permettesse ai cantori di memorizzare le melodie con maggiore
semplicità. L’esacordo guidoniano (questo è il nome del sistema
notazionale ideato dal monaco che si basava su una tecnica detta solmisazione) sostituì tutti i tentativi di notazione che erano stati elaborati in precedenza (notazione neumatica, notazione adiastematica, notazione diastematica ) e
rappresentò la premessa per il pentagramma che è ancora oggi
utilizzato universalmente per la composizione musicale. La tecnica
elaborata da Guido consisteva nel fare memorizzare ai cantori gli
intervalli (cioè le distanze tra i suoni in termini di toni e semitoni)
che essi dovevano intonare, attraverso i testi degli stessi brani;
occorre ricordare che i nomi attuali delle note derivano dalle sillabe e
quindi dalle note iniziali dei sei emistichi (semiversi ) che
compongono l’Inno di San Giovanni, un canto molto conosciuto all’epoca.
Nel 1517, Martin Lutero
(1483-1546) diede inzio alla cosiddetta Riforma Protestante,
affiggendo alla porta della chiesa di Wittenberg in Germania 95 “tesi”
di contenuto teologico che egli proponeva alla libera discussione; il
suo esempio venne presto seguito in altre nazioni, in Svizzera da G.
Calvino e in Inghilterra da Enrico VIII Tudor.. Nella Chiesa luterana
alla musica fu riservato un ruolo di maggiore importanza, rispetto a
quello che le venne riconosciuto dalle altre confessioni riformate.
Sicuramente ciò si deve al forte temperamento artistico di Martin
Lutero, il quale era un esperto conoscitore della musica sacra del suo
tempo, grande estimatore di musicisti come Josquin, cantore, suonatore
di liuto (che in quel periodo era sicuramente uno degli strumenti più
diffusi) e di flauto ed anche compositore. Ma in questa sua visione
sicuramente furono rilevanti, la sua concezione cosmica della musica,
che egli affiancava alla teologia, e l’importanza che egli attribuiva
al canto corale come mezzo necessario per una partecipazione
comunitaria al culto. La messa luterana, che fu ordinata dallo stesso
Lutero (Deutsche Messe = messa tedesca, 1526), si basava sui
testi delle Sacre Scritture, che lui stesso tradusse nella lingua
volgare tedesca, perché fossero comprese da tutti. Occorre infatti
ricordare che fino ad allora la messa veniva celebrata in latino, cosa
che impediva alle persone di basso ceto sociale di capirne i contenuti
ed i significati (la Chiesa Cattolica utilizzò fino a qualche decennio
fa come lingua ufficiale per la liturgia il latino); mentre elemento
comune a tutte le confessioni riformate fu proprio quello di sostituire
il latino con le lingue nazionali parlate dal popolo (tedesco,
francese, inglese). La partecipazione attiva dei fedeli al culto veniva
affidata al canto dei corali (Choräle; Kirchenlieder = canti di chiesa, Geistliche Gesänge = canti spirituali),
che costituivano canti assembleari di facile semplicità melodica, di
struttura strofica e procedimento sillabico. Il corale assunse nella
storia della musica un ruolo fondamentale, in quanto esso venne
utilizzato come modello base nella creazione delle musiche corali e di
quelle organistiche tedesche dell’epoca barocca di cui sicuramente fu
il più autorevole esponente Johann Sebastian Bach. Bisogna
però porre attenzione al termine corale. Sebbene esso possa trarre in
inganno, il corale luterano nasce come composizione monodica cioè
esiste un’unica linea melodica che viene eseguita all’unisono da tutta
l’assemblea, quindi il termine corale sta ad indicare soltanto il fatto
che il brano viene eseguito da tutto il coro composto dai fedeli, ma
non vi è alcun nesso con una esecuzione polifonica (per capirci, con
più voci che eseguono melodie diverse) propria dei cori a cui siamo
abituati. Alcuni dei corali composti dallo stesso Lutero sono arrivati
sino ai giorni nostri, e tra essi è da menzionare sicuramente il più
famoso, che a mio parere è uno tra i più ispirati inni della tradizione
evangelica. Mi riferisco a Eine feste Burg (letteralmente
“Una salda fortezza”), che corrisponde all’inno intitolato “Forte
Rocca” nel nostro innario. Tutti noi abbiamo cantato decine se non
centinaia di volte quest’inno ed è facile notare il carattere solenne di
questa composizione, nella quale ogni sillaba viene declamata con
chiarezza e con forza; sebbene la linea melodica risulti molto semplice
e priva di abbellimenti ed ornamenti (parlo ad esempio di arpeggi
e vocalizzi), essa affascina chi la ascolta e permette a chi la esegue
di sentirsi partecipe di un insieme di voci che dà gloria a Dio.
In
conclusione, prendendo spunto da quanto detto prima, voglio esortare i
lettori a sentirsi partecipi durante l’esecuzione degli inni in
chiesa; non viviamo lo spazio dedicato alla lode e alla adorazione come
uno spazio riservato ai pochi credenti che suonano o che innalzano la
propria preghiera, ma partecipiamo nella lode cantando e facendo nostre
le parole degli inni.
3. Johann Sebastian Bach: l’umile maestro.
I
Bach furono la famiglia di musicisti più numerosa e celebre di tutta
la storia della musica. Dal capostipite, vissuto nel sec. XVI
all’ultimo, morto nel 1845, si contano un centinaio di Bach organisti,
compositori e maestri di cappella. Ma come è noto, senza ombra di
dubbio, il più conosciuto di tutti i tempi fu Johann Sebastian.
J.S.Bach
non ebbe una esistenza facile; ultimo di 8 figli, all’età di 10 anni
rimase orfano e venne accolto in casa dal fratello maggiore. Crescendo,
divenne ben presto un eccellente organista, svolgendo tale compito in
diverse comunità luterane dell’attuale Germania centrale. Nel corso
della sua vita ebbe molti altri incarichi: maestro di cappella,
insegnante di musica e latino, compositore, collaudatore di organi
etc…
Nel
1720 perse la moglie Maria Barbara la quale gli aveva dato alla luce 7
figli. Per dare una madre ai suoi figli sposò Anna Magdalena Wilke che
gli diede altri 13 figli..
Ma
non è la vita ciò che più mi interessa trasmettervi di quest’uomo,
bensì il suo rapporto con la musica ed in particolar modo il suo
rapporto con la musica cristiana evangelica. Come ho già detto, Bach era
di fede luterana, e proprio questo fatto influenzò la concezione della
musica che ebbe. Egli riteneva che la musica fosse un dono di Dio ed
uno strumento specifico della lode a Dio, e non solo la musica scritta
appositamente per il culto, ma anche la musica non destinata alle
funzioni liturgiche. “Tutta la musica non dovrebbe avere altro scopo che la gloria di Dio ed il restauro spirituale dell’anima; – diceva egli stesso – se non si raggiunge questo obiettivo non può esistere musica; non è allora più che uno stridio ed un chiasso infernale”.
Il
repertorio costituente la musica sacra di Bach (con musica sacra si
intende la produzione musicale finalizzata all’esecuzione durante le
funzioni religiose, per intenderci, l’equivalente dei nostri cantici) è
molto vasto e variegato, a causa proprio della sua visione della
musica. Tra le composizioni vocali sacre, sicuramente il primo posto
spetta alle cantate sacre o da chiesa (KirchenKantaten). Ne
scrisse circa 300, ma ce ne sono rimaste circa 200; la maggior parte di
queste era destinata all’esecuzione durante i culti domenicali. Le
cantate rappresentano una pietra miliare dell’edificio della storia
della musica cristiana, in quanto in loro ritroviamo alcune delle
caratteristiche che caratterizzeranno le forme successive di
espressione della lode a Dio attraverso il canto. Alcune di esse sono
definite cantate su corali (Choral Kantate), nei cui testi
prevalgono le citazioni bibliche ed i corali (cfr. ultimo numero di
“Voce Giovane”). Proprio in queste composizioni possiamo osservare la
grande capacità di Bach nell’intrecciare le melodie emesse dagli
strumenti e dalle voci costituenti il coro. Raggiunge quindi i massimi
livelli in queste composizioni la “polifonia”, cioè
l’arte del comporre tenendo in considerazione oltre allo sviluppo
“orizzontale” del brano (cioè l’andamento autonomo delle melodie delle
singole voci), anche lo sviluppo cosiddetto”verticale” (cioè il modo in
cui le melodie emesse dalle singole voci, entrano in rapporto tra loro
sovrapponendosi, alterandosi ed in mille altri modi).
Questa
importante caratteristica ha caratterizzato da allora in poi
l’innologia cristiana di tutti i secoli, ed ancora oggi, rappresenta a
mio parere la più bella espressione vocale, in quanto, allo stesso
tempo garantisce l’unità del gruppo nell’espressione di un testo
cantato da ogni membro, ma che allo stesso tempo permette l’esecuzione
contemporanea di più linee melodiche, quasi a rappresentare il fatto
che per l’avanzamento del Regno di Dio, sono necessarie diverse membra
che collaborano tra loro, le cui diversità permettono di metterne in
evidenza i doni e le predisposizioni che ognuna di esse ha ricevuto da
Dio.
Una
cantata bachiana, in genere, comprende un brano iniziale, quasi sempre
un maestoso coro polifonico, e di norma, il testo di esso veniva
tratto dalle Sacre Scritture; dopo di esso si potevano trovare arie,
duetti e terzetti che venivano alternati a brani in stile recitativo (in
cui cioè le parole del testo venivano declamate con un esiguo o spesso
addirittura mancante accompagnamento musicale). La conclusione della
cantata (detta in termini tecnici chiusa) veniva affidata al canto di un corale a 4 voci, questa volta omofono
(cioè con un'unica linea melodica eseguita all’unisono dalle quattro
voci), in contrapposizione dei corali interni alla cantata che erano
riccamente elaborati secondo lo stile polifonico. La cantata bachiana
aveva lo scopo di amplificazione musicale del sermone che il
predicatore proponeva all’assemblea; infatti occorre dire che spesso i
testi delle cantate erano attinenti al testo biblico che veniva
predicato. Su questo punto, voglio aprire una breve parentesi; è
importante che tutto quello che si fa durante un culto, sia guidato da
parte di Dio e non sia dettato dai sentimenti e dalle emozioni umane.
E’ giusto quindi che si chieda a Dio in preghiera di guidare ogni cosa,
dalla predica, alle testimonianze ed ai cantici, in modo che vi sia un
unico filo conduttore su cui i fedeli possano riflettere ed essere
edificati.
Un’altra forma che Bach portò ad alti livelli, per quanto riguarda la musica sacra, fu quella della passione.
Come si capisce dallo stesso nome, questi componimenti descrivono il
sacrificio di Gesù. Bach sembra avere composto 5 passioni, anche se a
noi ne sono pervenute soltanto 2. Esse risultano essere delle
composizioni di grande drammaticità, in cui l’autore manifesta e mette
in evidenza la sofferenza del Salvatore e sembra quasi partecipare al
dramma sfruttando appieno la grandiosità del coro polifonico. In queste
composizioni prevale il cosiddetto recitativo secco, cioè le
parti salienti vengono recitate senza accompagnamento di strumenti in
maniera da permettere ai fedeli che assistono di percepire appieno il
significato del testo declamato, considerando il fatto che si tratta
della più importante realtà biblica ( il sacrificio di Gesù per salvare
l’umanità!).
Adesso voglio parlare un po’ anche delle composizioni profane di Bach
(cioè riservate a scopi non legati alla fede). Bach costituisce una
figura fondamentale nell’ambito della storia della musica, in quanto
egli si occupò di dimostrare scientificamente la reale possibilità di
comporre in 24 diverse tonalità una volta che la tastiera venga
accordata col sistema temperato, basato sulla divisione dell’ottava in 12 semitoni uguali. Bach arrivò a questo risultato con l’elaborazione del Wohltemperierte Clavier (1722) in italiano Il Clavicembalo ben temperato. Tanto per
apprezzare l’importanza di questa scoperta, basti sapere che da decine
e decine di anni tutti i musicisti di strumenti a tastiera sono
obbligati a studiare quest’opera di Bach per diversi anni, in quanto
viene ritenuta basilare per lo studio professionistico di questi
strumenti. Anch’io ho studiato e sto ancora studiando quest’opera.
Dovrei scrivere ancora molte pagine per potere descrivere tutte le
forme musicali che Bach compose, ma non è questo lo scopo di
quest’articolo. Bach visse in condizioni umili rispetto ad altri
musicisti a lui contemporanei, come ad esempio Handel, che visse in
condizioni di grande fasto e che ebbe grandi onori; nonostante ciò è da
ritenersi forse il più grande musicista della storia della musica per
le innovazioni che ha portato (non posso fare a meno di citare la
grande abilità di questo musicista di comporre fughe, una
forma musicale che Bach portò a livelli eccelsi per complessità di
intrecci polifonici e per genialità creativa dei temi). Non posso fare a
meno di riflettere su come quest’uomo abbia messo al primo posto nella
sua vita il culto a Dio e, sebbene abbia rifiutato di vivere nel lusso e
nei fasti, le sue opere da circa trecento anni vengono utilizzate come
modello e come esempio dai giovani musicisti che si impegnano nello
studio della musica classica. Francamente io penso che il successo di
Bach nei secoli successivi non sia stata una casualità dovuta soltanto
alle capacità umane di quest’uomo; bensì ritengo che Iddio abbia dato a
quest’uomo una saggezza ed un’intelligenza particolare per premiarlo
della fedeltà e dell’impegno da lui profuso per l’avanzamento del Regno
di Dio. Voglio concludere con un versetto a noi molto noto che a mio
parere dovremmo cercare di tenere sempre a mente: “Cercate piuttosto il Suo regno (di Dio) e queste cose vi saranno date in più” (Luca 12:31).
Vogliamo imparare dall’esempio di quest’uomo, e abbassiamo noi stessi
affinché sia innalzato il nome del Signore, con la speranza un giorno di
ereditare l’eternità.
4. I fratelli Wesley: la musica al servizio della Parola di Dio
Prosegue
il nostro viaggio nella storia della musica cristiana. Abbiamo
parlato, negli articoli precedenti, di personaggi molto conosciuti,
quali Lutero e Bach; i musicisti di cui parleremo in quest’articolo
invece non sono molto conosciuti, anche se il loro contributo alla
musica evangelica è stato di grande rilievo.
I
fratelli John e Charles Wesley vissero in Inghilterra nel corso del
1700. Essi vengono ritenuti dagli studiosi i fondatori della nuova
innologia evangelica. Questa affermazione è suffragata dal fatto che i
loro cantici sono presenti in tutti gli innari evangelici di un certo
rilievo.
Dopo
avere realizzato l’esperienza della conversione e la certezza della
salvezza, i fratelli Wesley sentirono la necessità di testimoniarne
anche ai loro connazionali ed iniziarono un paziente e zelante lavoro
di evangelizzazione quando l’Inghilterra si trovava in una situazione di
forte declino morale e religioso. John fu un grande predicatore, oltre
a essere un compositore di inni, ed affrontò nel suo ministerio tante
difficoltà; basti pensare al fatto che percorreva a cavallo circa 8.000
Km all’anno, in un periodo in cui la quasi totalità delle strade aveva
la conformazione delle nostre attuali strade sterrate (proprio per
questo motivo egli fu soprannominato “il cavaliere di Dio”). Durante
alcune sue prediche subì anche qualche sassaiola e incontrò
l’opposizione degli ambienti tradizionalisti della Chiesa Anglicana. Ma
sappiamo che Dio onora coloro che l’onorano, e così il Signore
ricompensò le fatiche di John e Charles per mezzo di un grande
risveglio che coinvolse le chiese evangeliche di tutte le
denominazioni. Gli effetti di questo glorioso risveglio non furono
limitati soltanto all’ambiente ecclesiastico inglese, ma influenzarono
tutti i livelli sociali, tanto che il tono morale della nazione cambiò
in materia significativa.
Qualcuno
ha detto che, senza il Risveglio, l’Inghilterra sarebbe andata
incontro alla stessa sorte della Francia con la Rivoluzione Francese.
Mentre in Francia vi era la rivoluzione, in Inghilterra vi era il
Risveglio, ed i cantici dei fratelli Wesley sicuramente ebbero un ruolo
fondamentale in questo contesto.
Il
primo a convertirsi dei due fratelli fu Charles: il 21 marzo 1738
segna la data della sua conversione. Quel giorno egli aprì la Bibbia e
lesse nel Salmo 40:3: “Egli ha messo nella mia bocca un nuovo
cantico a lode del nostro Dio. Molti vedranno questo e temeranno e
confideranno nel Signore”. E Charles ricevette davvero un nuovo cantico e il giorno seguente scrisse il suo primo inno:
A lungo il mio spirito è rimasto imprigionato,
legato dal peccato e dalle tenebre;
il Tuo occhio ha diffuso la luce del risveglio:
mi destai, la prigione si illuminò,
le mie catene caddero, il mio cuore diventò libero,
mi alzai, uscii e Ti seguii.
Questo fu il primo dei 6.500 inni che Charles scrisse, una media di tre inni a settimana!
Come
Lutero, anche lui credeva che gli inni fossero un valido mezzo per
insegnare le verità dottrinali della Sacra Scrittura. Infatti, a quei
tempi, il tasso di analfabetismo era molto elevato e le persone
appartenenti ai ceti sociali meno abbienti, non avevano alcun modo di
leggere le Sacre Scritture. Per ovviare a questo grave problema i
fratelli Wesley iniziarono a comporre degli inni mediante i quali si
potesse spiegare la dottrina. In questo modo, associando il testo a
delle melodie semplici che ben presto divennero popolari, si riusciva a
fare arrivare alle persone il messaggio dell’Evangelo. Questo aspetto
del ministerio dei fratelli Wesley è molto importante, in quanto,
rappresenta il primo vero esempio dell’uso dei cantici all’interno
delle evangelizzazioni. Se ben ci pensiamo, ancora oggi noi, quando
usciamo dalle nostre chiese per evangelizzare, utilizziamo diversi inni
con lo scopo di trasmettere anche attraverso la musica il messaggio di
salvezza di Gesù Cristo. Quando andiamo per le strade ad evangelizzare e
dobbiamo scegliere dei cantici da eseguire, penso che dovremmo
scegliere degli inni con un testo semplice da ricordare e che sia
incentrato sui fondamenti della nostra fede.
Nel
1780 John pubblicò una raccolta di inni, la maggior parte dei quali
era stata composta dal fratello Charles, e nella prefazione dell’opera
scrisse: “In quale altra pubblicazione del nostro tempo potete trovare
una così completa e particolareggiata esposizione delle verità
scritturali? Una tale dichiarazione del valore e della profondità della
fede? Così chiare direttive per rendere sicura la nostra chiamata ed
elezione?”
Charles
Wesley fu, secondo molti studiosi, il più grande autore inglese di
inni mai vissuto nella storia. Come si è detto, egli nei suoi inni
racchiuse i principi basilari del messaggio evangelico: la centralità di
Gesù Cristo nella vita del credente, il Suo sacrifico sulla croce,
l’esperienza della conversione e della nuova nascita, la certezza della
salvezza e della vita eterna, il bisogno di vivere una vita santa, il
compito fondamentale di ogni credente di condividere il messaggio della
buona novella.
Per
farvi cogliere la semplicità del messaggio presentato in questi inni
ho riportato in seguito la traduzione del testo di un inno di Charles
che riguarda la figura di Gesù Cristo:
Gesù! Il nome che fa sparire le nostre paure,
che comanda ai nostri dolori di cessare;
è musica per l’orecchio del peccatore,
è vita e salute e pace.
Gesù! Il nome alto al di sopra di tutto,
nell’inferno sulla terra o nel cielo;
angeli e uomini si prostrano davanti a esso,
e i demoni ne sono impauriti e fuggono.
Gesù! Il nome caro ai peccatori,
il nome dato ai peccatori;
disperde tutte le loro paure nate dai sensi di colpa,
trasforma il loro inferno in paradiso.
Possiamo
osservare come il testo sia chiaro e semplice, come non vi siano
ripetizioni nei vari versi (cosa che spesso purtroppo nei cantici di
recente composizione accade), e come vengano descritte tante realtà
della figura di Gesù con poche parole.
Penso
che ognuno di noi dovrebbe prendere esempio da questi uomini, per il
modo in cui hanno svolto un compito importante sebbene si trovassero in
tempi difficili, per come hanno messo la loro vita a completa
disposizione di Dio nel campo in cui essi si trovavano, per come hanno
capito che, dopo avere accettato il sacrificio di Gesù e ricevuto la
salvezza per grazia, la prima cosa che occorre fare è testimoniarne
agli altri, perché ogni anima strappata al peccato rappresenta una
vittoria del messaggio dell’Evangelo.
Il
messaggio di Gesù Cristo è ancora valido, oggi come ai tempi dei
fratelli Wesley, e se ancora non lo hai fatto, ti invito ad accettare
Gesù nel tuo cuore, con semplicità, senza troppe parole, ma con la
fiducia nel cuore che Dio ti ama.
5. Dal Gospel alla musica contemporanea
Continua
il nostro viaggio nella storia della musica cristiana. Questa è la
penultima puntata, e in essa parleremo della musica cristiana che ha
caratterizzato l’Ottocento ed il Novecento; nell’ultima puntata invece
parleremo di quella che è la situazione attuale della musica cristiana e
quali sono le aspettative per il futuro che essa ci presenta.
Il
genere musicale di cui parleremo in prevalenza in quest’articolo è il
Gospel. Questo genere ha caratterizzato in maniera considerevole il
repertorio “moderno” della musica cristiana e personalmente lo ritengo
eccezionale per la bellezza dei contenuti e delle espressioni, tanto
che rientra sicuramente tra i miei generi preferiti e ad esso cerco di
ispirarmi quando suono.
Ma
procediamo con ordine. Nel corso dei secoli XVII e XVIII, quando
iniziò la tratta degli schiavi dal continente africano, oltre l’Oceano
Atlantico, verso le piantagioni di cotone ubicate nel sud degli Stati
Uniti d’America, i deportati “Neri” accompagnavano il loro duro lavoro,
per alleviare la fatica, con la musica; nacquero in questo modo le
cosiddette plantation songs, che in seguito divennero work songs e calls,
brani che avevano anche lo scopo di permettere loro di comunicare. In
seguito tramite il ministero di predicatori battisti e metodisti
provenienti dall’Europa, molti schiavi si convertirono al Cristianesimo
e cominciarono a cantare degli inni religiosi derivanti in realtà
dagli inni tradizionali inglesi, ai quali essi aggiunsero però i ritmi
ed i colori della loro terra africana. Nascono in questo modo gli spirituals.
Con questo termine fino ad allora si erano indicati gli inni sacri
cantati dai coloni di fede metodista; nel XIX secolo invece esso viene
ad assumere il significato a noi noto: inni religiosi eseguiti da
cantanti “Neri” durante il loro lavoro. Spesso questi brani venivano
eseguiti dagli schiavi di nascosto, in quanto i loro padroni non
tolleravano il canto cristiano. Inizialmente gli spirituals
erano eseguiti in maniera molto semplice; erano delle composizioni
monodiche (cioè ad una sola melodia) e si strutturavano come segue: il leader pronunciava una frase, proveniente nella maggior parte dei casi dalle Sacre Scritture (il termine gospel
infatti in inglese significa Vangelo), ad alta voce, ed il coro la
ripeteva in seguito cercando di copiare le modulazioni e la stessa
inflessione del leader.
In seguito queste melodie semplici vennero sempre più arricchite da cori formati da diversi elementi e al primo Gospel, eseguito rigorosamente a cappella
(cioè senza l’ausilio di strumenti, anche perché sotto un sole
cocente, chinati sotto il peso delle balle di cotone e con un
sorvegliante armato di frusta vorrei proprio vedere chi avrebbe avuto
la possibilità e la voglia di suonare uno strumento!), segue un nuovo
stile più ricco eseguito a più voci, con l’accompagnamento di strumenti
come trombe, tamburi etc… che si eseguiva dentro e fuori le chiese
evangeliche frequentate da uomini di colore e che, a detta dei più
autorevoli musicologi, ha ispirato il jazz.
Coloro
che eseguivano questi canti testimoniavano agli altri della loro
grande fede in Dio; prendevano spunto dalla storia della cattività del
popolo di Israele per invocare la liberazione del popolo nero dalla
schiavitù, avevano una grande speranza nell’eternità poiché nel cielo
non avrebbero più dovuto patire le sofferenze a cui erano sottoposti
nei campi di cotone ed i loro funerali erano caratterizzati da inni
gioiosi e festanti (si pensi ad un classico come Oh When the Saints, che è inserito nell’innario “Inni di Lode” con il titolo Camminando sul sentiero).
I testi di questi brani trasmettono sempre gioia, coraggio, fede,
amore verso Dio e, a mio parere, sono di grande attualità: sebbene
nessuno di noi, grazie a Dio, sia sotto la schiavitù razziale, tutto il
mondo si trova nella morsa della schiavitù del peccato e anche i
credenti fino a quando non lasciamo questa terra siamo soggetti a
tentazioni, malattie, dolori e lutti; vogliamo prendere esempio da
questi fratelli che ci hanno preceduto e che ci hanno lasciato la
testimonianza della loro fede tramite questi inni che invitano il
credente a rafforzare la propria fede per credere che “quando i santi marceranno in cielo, ognuno di noi potrà trovare posto in quella meravigliosa schiera” (dal coro di Oh When the Saints).
Il Gospel
ha influenzato in maniera significativa la musica cristiana;
inizialmente cominciò ad essere eseguito nelle chiese americane ed in
seguito esso vide una grande diffusione anche in altre parti del mondo,
tra cui l’Europa, a causa del fenomeno dell’emigrazione che permise a
molti popoli di venire a contatto con queste melodie.
Da
allora ad oggi molto è cambiato relativamente ai generi introdotti
all’interno della musica cristiana. Sicuramente l’America ha molto
influenzato questo cambiamento: ritmi e melodie sviluppatisi in questo
paese come il blues, il rock melodico, lo swing, il country, etc…
hanno fortemente condizionato la produzione di musica cristiana del
secolo appena trascorso. Considerando poi il fatto che il Risveglio
Pentecostale è cominciato proprio negli Stati Uniti, è facile capire
come buona parte della innologia moderna risenta in maniera
considerevole del contributo d’oltreoceano.
Se nel gospel
i temi dominanti sono la fede in Dio, la speranza nella vita eterna,
la gioia della grazia, la pazienza nel sopportare le avverse condizioni
della vita terrena, in molti altri inni del XIX secolo e della prima
parte del XX troviamo i temi del combattimento, del coraggio,
dell’abnegazione, della resistenza: si parla del buon combattimento
della fede, del resistere alle forze del male, del coraggio nel
proclamare il messaggio dell’Evangelo. Non dimentichiamo che i credenti
di fede evangelica delle varie denominazioni animati dallo zelo e
dall’ardore del Risveglio, hanno sempre incontrato l’opposizione delle
chiese istituzionalizzate e delle autorità secolarizzate dei vari
Paesi. In Italia, in particolare, contro i credenti di fede pentecostale
ci fu l’opposizione fascista che portò alla chiusura di molti locali
di culto, all’arresto ed al confino di alcuni pastori e semplici
credenti, la cui unica colpa era quella di annunziare l’Evangelo di
Cristo. Anche quando il regime fascista crollò, i nostri fratelli
dovettero fare i conti con l’opposizione del clero cattolico, che
spesso sobillavano gli animi per ostacolare riunioni di culto ed
attività di evangelizzazione.
Per
questi motivi i credenti sentivano particolarmente vicini alla propria
esperienza quotidiana gli inni che avevano per tema il coraggio, il
resistere alle opposizioni, l’innalzare la bandiera del Vangelo, il
soffrire per la causa dell’Evangelo. Sono temi che si legano in maniera
univoca con ritmi di marcia, con lo scopo di ricordare a chi esegue il
canto che la vita cristiana va vissuta con la stessa forza e
determinazione che il soldato ha in combattimento. Il nostro innario
contiene svariati brani di questo periodo basti pensare a titoli come: Coraggio eletta schiera; Alza alza la bandiera; Vincitor, vincitor; Vittoria sempre noi s’avrà, etc…
Ogni
brano del repertorio evangelico ci fornisce degli insegnamenti su come
vivere la nostra vita cristiana e rispecchia ovviamente le condizioni e
i sentimenti dell’epoca in cui è stato scritto; ciascun brano ci ha
lasciato testi di profonda ispirazione e rara bellezza, che
probabilmente oggi sarebbe difficile, se non impossibile riscrivere
poichè viviamo in tempi radicalmente differenti. Una caratteristica
però dobbiamo sforzarci di mantenere anche oggi: la stessa voglia e lo
stesso desiderio di allora di servire il Signore ed onorarlo con la
nostra lode e con il nostro canto.
6. Quali prospettive?
Con
questo articolo termina il nostro viaggio nel mondo della storia della
musica cristiana. Nelle puntate precedenti di questa rubrica abbiamo
cercato di evidenziare le caratteristiche degli stili e delle forme
musicali che hanno caratterizzato in maniera notevole il panorama
musicale cristiano ed in particolare evangelico. Ciò di cui ci
occuperemo invece adesso è la situazione attuale della musica cristiana
e quelle che sono le prospettive per il futuro.
Il
panorama della musica cristiana oggi risulta quanto mai ampio e
variegato. Possiamo dire che tutti gli stili musicali moderni vengono
sfruttati ampiamente per produrre buona musica cristiana; le radio
cristiane presenti nella rete Internet che trasmettono da tutto il
mondo in streaming (una tecnica multimediale utilizzata
appunto per trasmettere audio e video in rete con una discreta qualità)
propongono centinaia di brani ogni giorno che spaziano dal country al
jazz, dallo swing al rock melodico, ecc. E’ anche vero che dall’altro
lato della medaglia trovano spazio anche trasmissioni di musica
evangelica “hard” (cioè eseguita secondo le caratteristiche
della musica metallica più simile a del rumore che a della musica). Io
non voglio assolutamente giudicare nessuno ma penso che Dio non
apprezzi essere adorato con del rumore.
L’ultimo
decennio ha visto una forte impennata nella produzione musicale
cristiana; probabilmente ciò è legato al fatto che i mezzi di
comunicazione di massa consentono oggigiorno una rapidissima diffusione
dei nuovi brani. Ma a parte questo permettetemi di dire che il vero
“successo” di nuovi inni (con successo intendo la popolarità
all’interno delle chiese a prescindere dalle denominazioni) è legato
indissolubilmente all’ispirazione da parte dello Spirito Santo delle
musiche e soprattutto dei testi. Qualche anno fa, precisamente nel
1994, è stato composto quello che secondo me è uno dei più bei cantici
degli ultimi venti anni sia dal punto di vista del testo che dal punto
di vista dell’arrangiamento musicale: mi riferisco a “Shout to the Lord” (la cui traduzione italiana è “Gridiam di gioia”).
Questo inno nel giro di pochissimi anni è diventato molto popolare in
tutto il mondo evangelico, dall’America all’Europa e penso che oggi
non esista una chiesa evangelica in Italia che non conosca questo
meraviglioso inno. Se ci pensiamo bene è un miracolo come un unico inno
possa attraversare i continenti e toccare il cuore di milioni di
credenti; questo è appunto quello che avviene quando un cantico è
ispirato dallo Spirito Santo.
C’è
una situazione invece che a mio parere sta diventando preoccupante
nella musica cristiana del nostro tempo ed è quella che io definisco
con un termine improprio la “spettacolarizzazione” della musica cristiana. Visitando i siti web dei musicisti cristiani spesso si legge di avere ottenuto grandi performances, avere partecipato a selezioni, spettacoli, avere vinto premi, e
altro ancora. Tutto ciò danneggia la figura del vero musicista
cristiano che mette a disposizione il proprio talento soltanto ai fini
della gloria di Dio e non per avere acclamazione dal pubblico e/o un
proprio tornaconto economico. Spesso anche le case discografiche
tendono a celebrare la figura degli artisti cristiani allo stesso modo
degli artisti del mondo quando sappiamo bene, che per quanto capaci si
possa essere, la gloria deve appartenere soltanto a Dio in quanto
ogni cosa buona che è in noi proviene da Lui.
Vorrei
adesso aprire una parentesi relativamente ai testi ed agli
arrangiamenti dei cantici moderni. Come abbiamo visto nelle puntate
precedenti, nel corso della storia la musica cristiana è stata
influenzata dagli stili dei vari periodi storici. Anche oggi possiamo
osservare come ciò sia vero, in quanto la maggior parte degli inni
composti negli ultimi venti anni risente delle armonie e delle
modulazioni tipiche della musica leggera dei nostri giorni. Non di rado
infatti si ascoltano cantici di recente composizione le cui melodie
potrebbero tranquillamente essere scambiate per quelle di canzoni
presentata all’ultimo Festival di Sanremo; sebbene ciò
sia
in qualche modo normale in quanto abbiamo visto come la musica
popolare influenzi anche quella cristiana, va detto però che tutti
coloro che si prodigano per comporre musica cristiana dovrebbero stare
attenti a cercare di non cadere nell’errore di utilizzare melodie banali
o troppo frivole per la musica sacra, come spesso sono quelle delle
canzoni moderne, perchè occorre fare in modo che la musica dei nostri
cantici abbia le caratteristiche giuste per lodare il Signore.
Un’altra
parentesi permettetemi di aprirla sui testi dei nuovi inni. La maggior
parte degli inni di recente composizione descrive l’amore di Dio verso
i suoi figli e spesso le parole sono così toccanti da commuovere tutti
coloro che ascoltano. Anche qui però dovremmo stare attenti a non
esagerare con i “sentimentalismi” in quanto è semplice commuoversi
momentaneamente di fronte a testi del tipo “stringimi forte a te”, “abbracciami”, “cresce il mio amore per te” in
quanto sono espressioni che ci permettono di attribuire al nostro
rapporto di comunione col Signore sentimenti di affetto molto simili a
quelli che si instaurano in una relazione tra un uomo e una donna, ma
spesso si trascura di inserire nei testi dei cantici i nostri principi
di fede come la necessità della grazia per la salvezza dell’anima, il
primato di Gesù, la necessità di predicare l’Evangelo ad ogni creatura,
ecc. Penso che i cantici più belli e più edificanti siano quelli che
traggono ispirazione dalla Parola di Dio, e del resto chi potrebbe
suggerire testi migliori, per i nostri cantici, delle verità celesti
descritte da Dio nella Sua Parola?
Voglio
concludere questa serie di articoli affermando che siamo chiamati a
partecipare tutti con zelo alla lode del Signore, nessuno escluso. C’è
chi è chiamato a farlo in maniera più evidente rispetto ad altri
suonando, facendo parte di un coro o cantando da solista, ma il compito
di lodare il Signore tramite la musica e il canto è rivolto ad ognuno
di noi. C’è un passo, con cui voglio concludere, che da musicista
cristiano spesso mi torna in mente e si trova al verso 3 del Salmo 33: “Cantategli un cantico nuovo, sonate bene e con gioia”
. Voglia Dio concederci la possibilità di cantare e suonare per Lui
“con maestria” e con gioia affinché questa misera argilla possa dare la
gloria che è dovuta al Suo Formatore. A Dio sia la gloria.
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